quarta-feira, fevereiro 21, 2007

... como derrubar o software livre.

Lula (é, o presidente) está maciçamente apoiando o software livre (SL). A Revista Veja veementemente discorda da postura de Lula. Qualquer uma delas, inclusive a do software livre.

Veja e Lula são incompatíveis politicamente. Foulcault dizia que política é microfísica, logo, se todas as relações são políticas, Lula e Veja representam bem a disputa entre software proprietário e software livre.

Já vão quase 07 anos que Olívio Dutra (PT-RS-1999/2002) deu os primeiros passos na implementação do software livre (SL) no Brasil, evento ocorrido em maio/2001. Ponto para o PT, ponto para o Brasil. O Governo Lula (nos dois mandatos) também vem inevstindo pesado no SL. Ponto para o PT, de novo, e ponto para o Brasil.

Os defensores do software proprietário (SP) acusam que não é função do governo regular este tema. Que se trata de função do mercado, e que o mercado deveria regular este tema. Isso, segundo a turma dois (SP), é mais democrático. Acusam, ainda, a turma dois, de estar acontecendo a partidarização da tecnologia ou politização da tecnologia.

E ai começa o problema. A oposição está tentando, desde 2006, vincular o SL ao Governo Lula (como se um só fossem), e usar isso para fortificar o discurso do SP e da oposição. Tentam angariar, assim, dois exércitos: o exército dos anti-PT e o exército dos anti-SL.

Acusam o PT de fazer com o SL o que o mercado fez com o SP. Entendo isso. O argumento é bom, sólido e de fácil compreensão. Mas é viciado. Como digo em minhas palestras, Walt Disney não quer que façam a ele, o que ele fez aos irmãos Grimm (Mickey Mouse).

A Lei 11.871/2002, do RS, chegou a determinar o uso so software livre, mas o bom e velho (e político) STF em março/2004 a rotulou como inconstitucional (alguma filura de competência para legislar).

O que a Veja não viu é que Software Livre não é Governo, e nem o inverso é verdade. SL é somente uma feliz iniciativa do Governo, e que merece aplausos. Mas o que a Veja viu (e sobre isso não tem quaisquer escrúpulos) foi uma oportunidade de tentar derrubar o Governo usando o SL, ou, pior, derrubar o SL usando o Governo. Um autêntico guia de "como derrubar um Governo ou o SL..."

A
tualmente, doze agências governamentais e seis Ministérios (Cultura, Ciência e Tecnologia, Defesa, Educação, Minas e Energia e de Relações Exteriores) experimentam algum tipo de software de código aberto, assim como a Câmara do Senado Federal. Os demais Ministérios estão em processo de teste e analisam a possibilidade de também usar o software livre.

Quer algo curioso? O site da Veja roda em um Servidor Apache usando Linux.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Eu quero um Qtek 9100.

Posso assegurar que estou bem feliz com meu Treo650 (meu canivete suiço digital), mas há algumas coisinhas que me tocam nos dispositivos windows mobile. O s.o. Palm não permite a adição de Wi-Fi via card, o GPS vale nada, não há suporte a multitarefa ou a PDF, de forma nativa. Mas até ai tudo bem. Vive-se sem essas coisas. Vive-se sem vinho, Vive-se sem sushi. Bony diz que alguns até vivem sem mulher e dinheiro.

O problema é que eu sempre quero mais. Gosto de sushi, de vinho (é bomdimaii), de mulher, de dinheiro e sou maluco por tecnologia. E quero um Qtek9100.

Tem mil características (gsm/gprs/EDGE, buetooth, wi-fi, processador de 200mhz, sms integrado, voicedial, office mobile, MP3, câmera de 1.3 e flash integrado) . É um killer.
É mentira esse lance que marido só trai se a esposa falhar. Mentira. O treo 650 dá conta do serviço. Eu que sou insaciável.

... manu militare.

Não posso deixar de comentar. Vindo o Judiciário para Lagoa Nova, certos flanelinhas passaram a "privatizar" os (já poucos) canteiros, fechando-as com cordas, e cobrando por seu uso (R$ 1,00).

As ruas e canteiros (públicos) utilizados como estacionamento pelos advogados e populares viram-se transformados em espaços privados, fechados no interesse dos "flanelinhas".